1. Introdução
Ser professor é uma das profissões mais importantes, afinal, é esse profissional o responsável por garantir a formação de todos os demais. Ao mesmo tempo, a classe não recebe exatamente o reconhecimento que deveria dentro do sistema de ensino brasileiro.
Com isso, é comum encontrar professores insatisfeitos com diversas questões, desde as condições de trabalho até o salário. Eventualmente, tudo isso pode influenciar a forma como lecionam e também o nível de aprendizado dos alunos.
Uma das possibilidades para tentar contornar essas distorções consiste em abrir o próprio negócio. Um professor empreendedor normalmente tem uma atuação melhor em muitos sentidos, embora desafiadora em tantos outros.
Tudo isso traz uma questão: afinal, qual tipo de professor você é? A seguir, confira uma análise sobre esse tema e descubra como identificar o seu perfil.
2. Condição de trabalho
Quando se pensa nas condições de trabalho, ser um professor empregado é muito diferente de ser um professor dono do próprio negócio. Embora em ambas as situações haja alunos e a necessidade de transmitir conhecimento, o fato é que a rotina muda e a forma como ela é executada, também.
Quando o professor é empregado, há algumas condições, como:
2.1 Horários inflexíveis
O professor empregado segue uma carga horária semanal. Além disso, deve cumprir com determinados horários para as suas aulas. Se ele precisa lecionar nos primeiros horários do dia, isso pode significar sair de casa muito cedo pela manhã.
Além disso, ao ser um empregado há muito menos flexibilidade, pois as aulas sempre são em horários predefinidos. Com isso, não há a possibilidade de trabalhar um pouco mais cedo ou um pouco mais tarde, o que pode atrapalhar outros planos.
2.2 Estrutura escolar decadente
Também é bastante comum que a estrutura escolar seja decadente, especialmente em escolas públicas ou naquelas em que a profissão não é assim tão valorizada.
É comum a falta de espaços para dar aulas mais práticas ou então a falta de recursos de tecnologia para acrescentar ao processo de ensino.
Isso torna tudo muito mais limitante e também faz com que os professores se sintam até mesmo desmotivados.
2.3 Condições de trabalho piores
De uma forma geral, é comum que as condições de trabalho do professor empregado sejam piores. Menos flexibilidade, menos estrutura e menos versatilidade podem resultar, inclusive, na desmotivação profissional.
Como consequência, as aulas se tornam menos adequadas e produtivas, tanto para o professor quanto para os alunos — e todos saem perdendo.
O contraponto dessa situação consiste na abertura do próprio negócio, que possibilita várias mudanças — entre elas a flexibilidade de horário. Sendo seu próprio chefe, você pode criar a agenda de aulas conforme as suas necessidades e possibilidades.
Além disso, o professor empreendedor também pode criar o próprio espaço físico, de modo a garantir a estrutura e as condições desejadas.
Ao mesmo tempo, essa é uma tarefa que impõe desafios, como a necessidade de se planejar adequadamente e de se dedicar ainda mais, além de escolher um modelo apropriado de negócio. Sendo assim, é especialmente importante se preparar para enfrentar esses desafios de modo a obter sucesso no empreendimento.
3. Condições salariais
Ser professor empregado ainda é bastante desvalorizado no Brasil. Por mais que seja uma posição fundamental para a formação de profissionais de todos os tipos, é fato que a profissão ainda não recebe o devido reconhecimento, especialmente em questões salariais.
Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que considerou o piso salarial de 2014, o professor brasileiro recebe, em média, menos de 40% do valor recebido por profissionais em países desenvolvidos.
Anteriormente, um estudo da mesma instituição havia determinado que o sistema escolar brasileiro era o mais deficiente entre todos os países pesquisados. Além das condições de trabalho, o salário dos professores foi considerado para a avaliação.
Isso mostra não apenas uma deficiência crônica em remunerar adequadamente os professores, mas também as falhas em garantir a valorização desse profissional. Ao mesmo tempo em que ganha pouco e tem condições ruins quanto ao espaço físico, o professor assalariado trabalha muito — inclusive fora da sala de aula.
Além de ter que cumprir com a carga horária de aulas, o professor empregado precisa dedicar tempo em casa para a função. É o caso de planejar aulas, corrigir provas e buscar atualizações constantes sobre a sua disciplina. Levando isso em conta na análise, a desvalorização fica ainda mais clara.
Quando o professor se torna dono do próprio negócio, essa é uma questão que pode ser diferente. De acordo com os custos e com a quantidade de alunos, a remuneração pode ser maior ou menor a cada mês. Não há garantia de uma renda exata todo mês, por isso um bom planejamento e o controle das finanças é fundamental.
Ao mesmo tempo, ser o seu próprio chefe pode valer muito a pena. Dependendo do seu esforço, sua remuneração pode ser consideravelmente maior do que os vencimentos obtidos como professor empregado.
4. As diferenças na experiência profissional
Outra coisa que também muda em ser empregado ou empreendedor é a experiência profissional em si. Quando você é um professor empregado, três questões principais devem ser avaliadas:
4.1 Convivência com a escola
Não adianta apenas ser competente ou cumprir com suas obrigações quanto ao ensino das disciplinas. Sendo um professor contratado, você precisa ter uma convivência adequada com a escola.
Desentendimentos com diretores, por exemplo, podem prejudicar e até mesmo impedir a sua atuação como professor.
Ao ser dono do próprio negócio, esse é um dos primeiros pontos eliminados, já que o profissional se torna o próprio chefe.
4.2 Regras da instituição
Além disso, é necessário seguir as regras da instituição ou do governo, se for o caso. Há códigos de conduta, normas quanto às avaliações e também em relação ao próprio ensino.
Ter uma conduta considerada inadequada pode significar a demissão ou, no mínimo, problemas administrativos. Isso normalmente cria uma experiência mais limitante, o que nem sempre é benéfico para o profissional ou mesmo para os alunos.
4.3 Liberdade de ensino
No geral, um professor empregado tem muito menos liberdade de ensino. Além de não controlar o que deve ser ensinado, ele também não consegue ter liberdade total de conduta.
Reclamações da diretoria podem influenciar a forma como os conhecimentos são transmitidos para os alunos e determinados pontos da disciplina podem ter que ser deixados de fora por questões obrigatórias.
Isso pode não apenas colaborar para a desmotivação como também limitar a própria transmissão de conhecimento.
Já quando o professor decide abrir o seu próprio negócio, passa a ter muito mais controle da situação. Com isso, ele pode imprimir a sua visão na forma de ensino, dando seus toques particulares. Isso traz dois pontos importantes:
4.4 Mudança na atuação profissional
Com liberdade e poder de decisão em mãos, o professor passa a ter uma experiência mais tranquila. Ele consegue ensinar com menos pressão ou medo de fazer algo errado e, com isso, normalmente oferece um resultado melhor.
A flexibilidade também é importante para atender a demandas específicas de alunos com necessidades diversas, por exemplo.
4.5 Aquisição de novos conhecimentos
Ao ser empregado, o professor exerce a sua função de educador o tempo inteiro. Porém, quando ele se torna dono do próprio negócio é possível adquirir novos conhecimentos, especialmente referentes ao mundo dos negócios.
Isso faz com que o professor ganhe experiências de empreendedorismo e gestão e se torne muito mais bem preparado para enfrentar diversos desafios em sua vida profissional.
5. Quais as vantagens de uma franquia?
Na hora de se tornar dono do próprio negócio, abrir uma franquia é uma das opções mais vantajosas para quem busca o sucesso. Um professor de inglês, por exemplo, pode abrir uma franquia de escola de idiomas de modo a obter vantagens como:
5.1 Organização do conhecimento
Em primeiro lugar, em uma franquia há uma organização facilitada do conhecimento. A metodologia de ensino, por exemplo, já está pronta e consagrada, devendo apenas ser executada da maneira certa.
Além disso, não é necessário produzir material didático. Com o acesso ao know-how da franqueadora, o professor consegue compreender melhor o que precisa fazer para atrair e manter alunos interessados naquilo que ele tem a oferecer.
5.2 Melhor operação do negócio
Essas características colaboram especialmente para a operação do empreendimento. Não sendo necessário testar e validar um plano de negócios (uma vez que o modelo da franquia já está consolidado), o professor economiza tempo e diminui os riscos.
O material de divulgação também está incluso em todo o processo de abertura da franquia, o que ajuda a atrair cada vez mais alunos interessados. Não menos importante, baseando-se no modelo de negócio o professor pode decidir como criar seu espaço físico de modo a atender aos pontos trazidos pela franquia.
5.3 Rápida expansão
Todos esses fatores juntos fazem com que a franquia tenha uma rápida expansão, de maneira geral. Como a marca já é reconhecida pelos possíveis alunos, há menos esforço para se posicionar no mercado.
Outro ponto importante é que uma franquia tem grande poder de negociação na hora de realizar compras. Assim, é possível pagar menos, ter mais competitividade e gerar chances de conquistar mais mercado.
5.4 Aumento da perspectiva de sucesso
Ao abrir uma franquia voltada para o ensino, é como se você estivesse abrindo uma escola que já é reconhecida pelos alunos, que tem uma metodologia de ensino de sucesso e que o melhor material didático disponível.
De quebra, você recebe assessoria em várias partes do processo, conseguindo tomar decisões muito mais acertadas e que se relacionam à conquista de bons resultados. Com isso, a perspectiva de sucesso é consideravelmente mais elevada.
6. Entenda qual o seu perfil
Há diversos tipos de professores, com perfis muito distintos entre si. Embora ser dono do seu próprio negócio resolva uma série de questões relacionadas à atuação como educador, é indispensável ter o perfil indicado para adotar essa possibilidade.
Assim, para saber se você é um professor empregado ou dono do próprio negócio é necessário conhecer qual é, afinal, o seu perfil. Acompanhe a seguir algumas características de cada um:
Professor empregado |
Professor dono do próprio negócio |
|
Tem interesse em uma atuação mais tradicional. |
Tem perfil empreendedor. |
|
Busca estabilidade em vez de crescimento. |
Possui facilidade com gestão e negócios. |
|
Prefere ter um salário fixo. |
Deseja atingir o crescimento profissional. |
|
Está satisfeito com as condições atuais. |
Busca flexibilidade acima de comodidade. |
|
Deseja encarar o mínimo possível de riscos. |
Tem aptidão para inovações. |
|
Tem uma personalidade menos autônoma. |
Quer mais liberdade na hora de ensinar. |
No geral, pode acontecer de você não atender a todas as características de um perfil ou então de ter características de um e de outro. Embora isso seja normal, você tem que considerar quais são as mais importantes e também quais aparecem com maior frequência.
Se você se incomoda com a desvalorização profissional do professor, por exemplo, é preciso ter em mente que essa situação só mudará se houver uma transformação cultural da visão em relação a essa profissão — o que leva tempo.
Por outro lado, se você tem o perfil para ser dono do próprio empreendimento, mas ainda não se sente totalmente confiante a respeito do mundo dos negócios, é sempre possível buscar capacitação para se preparar.
7. Conclusão
Com a desvalorização dos professores e com as questões ligadas à falta de liberdade na hora de ensinar, tornar-se dono do próprio negócio é uma possibilidade à qual cada vez mais profissionais recorrem.
Nesse sentido, abrir uma franquia é especialmente recomendado devido à maior segurança e rápida expansão. Porém, é preciso planejamento e, mais do que isso, você deve conhecer qual é o seu perfil. Ao saber se você é um professor empregado ou dono do próprio negócio, vai ficar mais fácil agir em busca do sucesso que deseja.
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