O conceito de lean já é muito conhecido pela administração tradicional e pode ser resumido em uma frase: evitar o desperdício. Lean startup é uma metodologia criada pelo americano Eric Ries e é traduzida como startup “enxuta”. Mas o que isso quer dizer? O princípio é criar e validar negócios mais rapidamente, eliminando as etapas desnecessárias e os desperdícios de um longo e custoso plano de negócios.
Segundo o autor, o método pode ser aplicado em qualquer tipo de negócio, inclusive na sua escola de inglês, e ensina como gerenciar uma startup, como monitorar quando é necessário mudar de rumo, quando devemos perseverar no objetivo, e, principalmente, como crescer com uma aceleração máxima.
Para guiar o desenvolvimento da empresa, esse método propõe uma validação rápida do modelo de negócios por meio da ferramenta Canvas, onde, em apenas uma folha com um diagrama pré-definido, o empreendedor registra como vai gerar valor para seus clientes e para a empresa, lista os principais parceiros e como a empresa visualiza a geração de receitas. Entenda melhor como esse método funciona neste post!
Eliminando a incerteza
Um dos conceitos centrais do lean startup é testar seus conceitos com os clientes antes de desenvolver seus produtos ou serviços, já que frequentemente os empreendedores começam com uma ideia de produto e passam meses ou anos aperfeiçoando o conceito, sem nunca mostrar sequer um protótipo ao cliente almejado.
Quando finalmente o produto está pronto, descobrem que o público-alvo não valoriza todos os atributos agregados e consequentemente não desembolsa seu dinheiro para pagar o valor necessário ou simplesmente ignoram a empresa. Depois de tanto tempo e dinheiro investido, o empreendedor fica completamente sem rumo.
A pergunta central não é se o produto pode ser construído, mas se ele deve ser construído. Muitas ideias provam-se inviáveis ao longo do período de testes, apesar de conceitualmente serem extremamente atrativas para o empreendedor.
Desenvolvendo um Minimum Viable Product
Um dos pilares centrais da proposta de Eric Ries, é o ciclo de feedback Build → Measure → Learn (traduzido como ciclo CMA: Construir → Medir → Aprender), já frequentemente utilizado em metodologias de desenvolvimento rápido, e que também foi adaptado para lean startup.
Após definir o problema do cliente que será resolvido pela empresa, devemos construir um MVP, ou, em português, um produto mínimo viável, que também pode ser definido como um produto beta ou protótipo. Quando a startup está focada em descobrir os produtos certos, ou seja, aqueles que terão sua proposta de valor reconhecida pelos clientes, evita-se o dispendioso processo de construção de protótipos que não serão atrativos para os clientes ou que não resolvem seu problema principal, seja pelo custo ou pela funcionalidade.
Com o conceito de MVP, a empresa pode começar a aprender imediatamente, adaptar suas ideias ao feedback recebido e ir comparando sucessivamente essas medições e tomando as decisões de manter ou revisar o produto. A economia de tempo e dinheiro nessa fase evita a morte prematura de muitas empresas, cria produtos mais rentáveis, com um custo muito mais baixo, e, provavelmente, com clientes já estabelecidos durante o período de testes.
Em alguns casos, são necessários pequenos ajustes, conhecidos como iterações. Mas, dependendo do resultados dos testes, pode ser necessário “pivotar”, ou seja, mudar drasticamente o rumo de desenvolvimento do produto.
A metodologia lean startup vale para sua escola de inglês: antes de escolher seu formato e seu posicionamento por exemplo, é importante validá-los com o público e a região que pretende atingir. Ao ouvir seus potenciais clientes, você pode desenvolver cursos adequados ao perfil daquele segmento.
Se você não tem experiência em desenvolvimento de metodologias de ensino e gestão, vale a pena procurar um parceiro ou franquia para que você utilize produtos já testados e reconhecidos pelo mercado e agilize sua implantação e, consequentemente, o crescimento da sua empresa.
Entendendo os Five Whys
Outro fundamento presente no lean startup são os Five Whys (em português, cinco porquês). Perguntando-se “por que” continuamente a fim de descobrir a raiz de um problema, a empresa se mantém no objetivo traçado e consegue redirecionar os esforços sempre que identifica essa necessidade por meio das medições feitas.
Nem sempre é necessário formular as cinco perguntas, mas o objetivo é determinar o que aconteceu, determinar o por que desse acontecimento e descobrir o que fazer para evitar a repetição do mesmo problema. Como regra geral, os autores acreditam que o método funciona da seguinte forma:
A resposta da primeira questão nos trará um sintoma, a segunda traz uma desculpa, a terceira já identificará um culpado, na quarta, teremos a causa e somente na quinta questão teremos a causa raiz do problema.
São inúmeros os exemplos de empresas que lançaram seus produtos com sucesso após o uso das ferramentas propostas e principalmente com a adoção conjunta de outras ferramentas de desenvolvimento ágil. Um dos casos de maior repercussão é do aplicativo Spotify, um serviço de transmissão de músicas com mais de 20 milhões de usuários.
Ao utilizar uma metodologia de validação mais rápida e acelerar o desenvolvimento dos produtos, trazendo os clientes para o centro do processo, a empresa ganha em agilidade, fidelidade e rentabilidade. Muitos empreendedores ficam receosos de divulgar sua ideia e serem atropelados pelos concorrentes que podem se aproveitar do seu conceito. A divulgação bem feita e o posicionamento adequado eliminam essa incerteza e o risco é compensado pela diminuição do tempo de lançamento e o consequente ganho de produtividade e assertividade.
Lembre-se de que as startups existem para construir negócios sustentáveis. Aprender durante esse processo é fundamental. Esse aprendizado pode ser validado cientificamente, executando experiências que nos permitem testar cada elemento da nossa visão. Ganhar dinheiro será uma consequência natural.
O Lean Startup une as melhores práticas das metodologias que já se provaram eficientes na gestão e adapta seus conceitos à realidade das startups, que vivem em constante inovação e buscam agilidade no seus processos e possibilidades de redução de custos para sua entrada no mercado.
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