Você já tem uma ideia de negócio, mas ainda não sabe por onde começar? Então, que tal aliar franquias e empreendedorismo?
Essa é uma ideia que você deve considerar, porque o modelo de franquias oferece diversas oportunidades e vantagens. Além disso, o setor está em franca expansão. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o crescimento nominal do primeiro trimestre de 2016 chegou a 7,6%.
É por isso que vamos mostrar neste post tudo o que você precisa saber para ser dono do próprio negócio. A ideia é apresentar as opções disponíveis, quais são as vantagens dessa decisão, por onde começar, como se destacar da concorrência e muito mais. Acompanhe!
1. Quais as vantagens de abrir o próprio negócio?
Abrir o próprio negócio é um investimento arriscado, mas que vale a pena. Uma das principais vantagens dessa ação é ser independente e poder definir por si só que caminho pretende seguir.
Mas existem outras razões que mostram por que você deve abrir seu negócio agora mesmo. Confira alguns benefícios:
1.1 Ser dono do seu tempo
Não tem como negar, essa é uma das grandes vantagens! Ter autonomia, poder definir seus horários e quais são as prioridades é algo com que muita gente sonha. Mas é importante entender que isso também requer cumprir compromissos e processos burocráticos. De toda forma, poder flexibilizar os horários e os compromissos pessoais é um privilégio que poucos têm.
1.2 Escolher com quem vai trabalhar
Quando você se torna empreendedor, pode criar a sua equipe e não precisa mais tentar se adequar ou trabalhar em conjunto com aquela pessoa tão diferente. Aproveite essa oportunidade para criar uma equipe com bastante entrosamento, sem deixar de lado a competência e o profissionalismo de cada integrante. Esse é o caminho para atingir os melhores resultados.
1.3 Correr atrás do sucesso
Quando você decide abrir um negócio, tem um sonho. Cabe somente a você correr atrás dele e obter o sucesso. Isso requer aplicar os conhecimentos que você já tem e obter mais aprendizados para tomar decisões mais acertadas que tragam bons resultados.
1.4 Contribuir para a sociedade
Pode até parecer que não, mas a empresa é um elemento social e isso significa que todo empreendedor tem uma responsabilidade e contribui para a sociedade em que está inserido. Essa contribuição pode ocorrer por meio da geração de emprego, estímulo à economia, criação de mais oportunidades, ações de responsabilidade ambiental etc.
1.5 Impulsionar as finanças
Você vai abrir o seu negócio porque tem um sonho, mas é claro que as finanças interferem nessa decisão. Sem lucros, uma empresa não tem como sobreviver. E quanto mais a empresa ganha, mais você melhora sua vida financeira. Um cuidado importante é se atentar aos investimentos necessários e separar as finanças da empresa das suas pessoais.
1.6 Compartilhar experiências
Ter um networking e poder compartilhar experiências é uma das maiores realizações do empreendedorismo. Isso ocorre principalmente em situações de treinamento e otimização de processos, que levam à melhoria do aprendizado e ao desenvolvimento constante, outro benefício.
Mas para conseguir todas essas vantagens, você precisa abrir o seu negócio. E, muitas vezes, isso passa por conseguir recursos financeiros.
2. Capital de giro e linhas de crédito
Sempre que um negócio é aberto, o proprietário precisa ter capital de giro. Esse é um valor destinado para o funcionamento diário da empresa, que deve ficar armazenado como reserva para ser utilizado quando necessário.
O capital de giro é, portanto, um recurso que evita que a sua empresa precise pegar empréstimos e financiamentos para operar e cumprir com seus compromissos (contas a pagar).
No entanto, a empresa também pode precisar de linhas de crédito. Para entender melhor como funcionam esses dois elementos, vamos vê-los separadamente.
2.1 Linha de crédito
As linhas de crédito servem para abrir o negócio, mas você também pode precisar delas depois que sua empresa já estiver funcionando. Nesse segundo caso, o financiamento é utilizado como capital de giro.
Em relação a esse quesito, a vantagem de ter uma franquia é que o financiamento para esse tipo de empreendimento é facilitado devido à expansão do setor e sua participação na economia do país.
O dono de uma franquia pode solicitar uma linha de crédito em instituições financeiras públicas e privadas, sempre observando as garantias e as taxas de juros aplicadas.
Caso o empreendedor precise de um financiamento para abrir o negócio, a melhor ideia é primeiro conversar com a franqueadora, porque algumas possuem linhas de crédito específicas, que são mais vantajosas.
Se não for possível e você não tiver a quem recorrer, precisará procurar o crédito junto a alguma instituição financeira. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal possuem programas de financiamento destinados a franquias.
2.2 Capital de giro
Para evitar a contratação de uma linha de crédito, você precisa calcular o capital de giro necessário para o seu negócio. Para fazer essa contagem, você deve considerar os prazos médios de recebimento e pagamento.
O Prazo Médio de Pagamento (PMP) é o período que decorre entre a compra e o pagamento ao fornecedor, no caso, a franqueadora. Por exemplo: se você comprou as mercadorias e efetua o pagamento à marca em duas vezes, o prazo será de 50% à vista e 50% em 30 dias.
Já o Prazo Médio de Recebimento (PMR) é o tempo que passa entre a venda realizada e o recebimento do dinheiro. Por exemplo: se você vende em 3 vezes sem entrada, sua empresa receberá 33% em 30 dias, 33% em 60 dias e 34% em 90 dias.
No caso de uma franquia de idiomas, por exemplo, o recebimento é mensal, porque é paga uma mensalidade. Mas pode haver estudantes que preferem fazer o pagamento à vista. Por isso, o PMR também pode variar.
A partir disso, você pode calcular a necessidade de capital de giro pela seguinte fórmula: PMR – PMP. Nesse caso, você descobre o tempo médio que a empresa fica sem recursos financeiros para pagar os fornecedores.
Você também pode fazer esse cálculo considerando o ativo e o passivo circulantes. O Ativo Circulante (AC) são os recursos de curto prazo, como contas a receber, aplicações financeiras, estoque etc. Já o Passivo Circulante (PC) são os financiamentos de curto prazo, por exemplo, fornecedores, empréstimos, contas a pagar etc.
Depois de fazer o levantamento, basta calcular: AC – PC. Por essa fórmula, você descobre quanto terá em caixa e quanto faltará para honrar os compromissos da empresa.
Resolvido o problema de investimento, você deve analisar a concorrência, porque somente dessa forma poderá ser bem-sucedido.
3. O que aprender com a concorrência?
Sua concorrência tem muito a ensinar. Sempre que se começa um negócio, é preciso fazer uma análise de concorrência, prática que traz informações relevantes e permite tomar decisões mais acertadas e criar estratégias para alcançar o sucesso.
Nesse cenário, você precisa compreender quais são seus concorrentes. Existem concorrentes diretos e indiretos. Os diretos são negócios iguais localizados na mesma região. Por exemplo: uma escola de inglês terá como concorrente direto outras escolas de inglês.
Já os indiretos são negócios similares, que podem ser ou não concorrentes. Por exemplo: a escola de inglês nem sempre será concorrente de outra escola de idiomas. A concorrência ocorrerá se a outra unidade também ministrar aulas de inglês.
Para fazer essa avaliação, você precisa seguir alguns passos. Confira quais são eles:
3.1 Defina os objetivos
A primeira coisa a fazer é determinar o que você pretende encontrar com a análise. Você pode querer saber quais são os pontos positivos e negativos dos concorrentes, qual é a taxa de conversão em vendas, quais são os diferenciais etc. Você pode ter mais de um objetivo. Anote todos eles.
3.2 Elabore um questionário
Esse formulário vai ajudar você a alcançar os dados que pretende obter. Por exemplo: se você quer descobrir quais são os diferenciais da concorrência, uma pergunta pode ser: "o que fez você comprar de X, e não de Y?".
Algumas das perguntas do questionário são destinadas a clientes, mas outras servem para que você encontre o objetivo que busca e possa analisar o concorrente.
3.3 Aplique a pesquisa de mercado
A análise da concorrência passa pela pesquisa de mercado. Essa técnica é bastante ampla e pode ser direcionada a clientes, ser aplicada somente pela observação ou por meio da pesquisa de informações na internet. Você decidirá a forma de aplicação.
Outra questão importante é que, se seu objetivo é avaliar o mercado de forma geral, uma forma de fazer isso é buscar informações básicas dos concorrentes. Já é suficiente.
3.4 Interprete os dados
Depois de coletar os dados com a pesquisa de mercado, você deve reuni-los e fazer um agrupamento compreensível. Uma forma de fazer isso é organizar os dados em uma planilha e, posteriormente, fazer um documento visual, por exemplo, um gráfico.
Isso facilita a identificação e a interpretação dos dados, que se tornarão informações. Com isso, separe os concorrentes mais fortes de um lado e os mais fracos de outro.
3.5 Tome atitudes
Você interpretou os dados e chegou a diversas conclusões, mas isso não é suficiente. É preciso ter atitudes para garantir que sua empresa seja lucrativa.
Para isso, você deve separar as informações de acordo com setores, por exemplo, produto, público-alvo, atendimento, administração e marketing e propaganda. Analise as especificidades de cada área e veja quais são os pontos positivos que você pode copiar e os negativos que deve melhorar.
Portanto, não se atenha somente aos pontos fortes da concorrência. Verificar as fraquezas é a melhor maneira de encontrar oportunidades para o seu negócio.
4. Traçando o perfil do negócio
Essa é a hora de definir o DNA da sua empresa, a identidade dela. A rigor, os principais elementos são missão, visão e valores. Mas nem sempre é fácil definir essas premissas.
A missão é a definição mais difícil, porque ela é a construção da parte para o todo. Ou seja, compreende as propostas de valor e demonstra o que a empresa vai fazer e o que não vai fazer. Em palavras comuns, é a razão de ser do negócio.
Os valores são a expressão da identidade da empresa e sua particularidade. Eles são inegociáveis, porque indicam tudo o que pode ser feito e o que não pode.
Por fim, a visão representa o que o negócio deseja alcançar. Ela indica o caminho que se deseja traçar e os resultados que se pretende conquistar.
Esses 3 elementos fazem parte do planejamento estratégico e é a partir deles que deve ser traçado o perfil do negócio.
Mas o que deve ser feito para criar uma identidade? Uma boa forma de entender quais características são ligadas ao seu negócio é pesquisar junto ao público.
Verifique quais qualidades estão relacionadas, como preço baixo, bom atendimento, entrega rápida etc. Pense também em ideias mais abstratas, como requinte, diversão, facilidade, comodidade etc.
Insira essas palavras em um formulário e veja o que o público responde. Você também pode colocar perguntas que ajudem a entender melhor os clientes. Por exemplo: você pode perguntar o que oferecer além dos produtos ou por que o cliente prefere a sua loja.
Vale a pena ressaltar que a identidade da marca já vem pronta no caso das franquias — e essa é uma grande vantagem que você tem. Nesse caso, a sua marca já está na mente dos consumidores.
5. Franquias: descubra o potencial do segmento
As franquias estão indo na contramão da crise econômica pela qual o Brasil passa e se consolidam como grandes oportunidades de negócio. Conforme destacamos no início, a expansão do setor no primeiro trimestre de 2016 ficou em 7,6%, segundo a ABF. O franchising também cresceu 8,3% em 2015 e a expectativa é que tenha elevação de 8% em 2016.
Por que essa segmentação de negócio alcança resultados tão positivos? Dois pontos principais estão relacionados aos produtos, que já foram testados e aprovados. Porém, existem outras vantagens:
5.1 Apoiar-se na credibilidade da marca
O franqueado usufrui desse benefício não apenas em relação aos clientes, mas também no caso dos aspectos financeiros. A franqueadora já possui um crédito responsável, que oferece ao proprietário da unidade prazos mais longos de pagamento, descontos nos preços e condições facilitadas.
5.2 Contar com o auxílio da franqueadora
A marca oferece uma ajuda imprescindível ao novo empreendedor e, por isso, as chances de o negócio dar certo são maiores no sistema de franquias. A franqueadora fornece suporte e treinamento e exige que a unidade siga seus direcionamentos, o que faz com que o cliente se sinta à vontade em qualquer loja.
5.3 Ter um plano de negócios
Esse documento é uma etapa importante para qualquer empreendedor e costuma ser bastante difícil. No entanto, a franqueadora já possui um plano de negócio, que serve como guia para todas as suas lojas. Isso diminui muito os riscos de implantação do negócio.
5.4 Planejar os custos de instalação
A franqueadora conta com as informações de custo de instalação para cada unidade, considerando todos os aspectos necessários. Para o empreendedor isso é bom, porque ele sabe exatamente quanto vai precisar investir, evitando imprevistos.
5.5 Aproveitar a economia de escala
As despesas relacionadas à divulgação dos produtos são rateadas entre todos os franqueados e isso reduz bastante o valor. O franqueado também aproveita as vantagens de preços, por comprar na central da marca, e nos investimentos em máquinas, instalações e equipamentos, já que os valores são reduzidos em relação a empresas de outro formato.
Como você pode perceber, o sistema de franquias é tão seguro que até mesmo empresas que ofereciam licenciamento decidiram trocar o seu modelo de negócio. Um exemplo é a Academia Washington Franchising. A decisão de migrar para a franquia foi tomada porque a atuação integrada das unidades permite melhorar os resultados e as negociações. Isso impacta no financeiro, no marketing, na gestão, no pedagógico, na estratégia, na inovação, no relacionamento e no comercial.
6. Como conquistar seu mercado?
Mesmo sendo uma franquia, você precisa tomar atitudes para atrair clientes. Mais do que isso, você deve conseguir fidelizá-los. E isso vai muito além do simples ato de ofertar um produto de qualidade.
E como isso pode ser feito? Existem algumas táticas que ajudam nesse sentido:
6.1 Conheça seu cliente
Normalmente, esse aspecto vale para produtos e serviços. Mas, sendo uma franquia, você não precisa se preocupar com os produtos, porque os clientes já aceitam bem as mercadorias ou serviços. Por outro lado, você precisa sempre pensar em melhorias que seus clientes podem querer, por exemplo, no atendimento.
6.2 Ofereça experiências positivas
Você não deve vender somente um produto ou serviço, mas sim uma experiência positiva. Isso envolve desde a escolha do produto até o recebimento. Portanto, invista em boas experiências, ofereça um ótimo atendimento e esteja disposto a solucionar problemas de forma ágil.
6.3 Use o elevator pitch
Esse é o discurso de elevador, ou seja, um discurso rápido que evidencia os benefícios que o seu produto ou serviço possui a fim de conquistar o consumidor. Algumas dicas que ajudam a melhorar esse discurso são:
- Fazer uma pergunta no início. Por exemplo: você conhece esse método para dar aula de inglês?
- Iniciar falando da oportunidade identificada, uma lacuna que o mercado não consegue solucionar.
- Não falar o óbvio.
- Não tentar explicar todo o negócio, focar apenas nos pontos mais relevantes.
- Falar conforme o seu público. Por exemplo: se estiver conversando com um adolescente, não insira termos técnicos que ele não vai entender.
- Manter-se à disposição para futuros contatos. Entregue um folder ou cartão de visitas para repassar seus contatos e reforçar o interesse no cliente.
7. Entenda o perfil do empreendedor
Para que você tenha sucesso como empreendedor, precisa ter algumas características específicas. Se você não tiver um desses atributos, você não terá fracassos, mas terá que trabalhar mais para atingir a excelência.
E quais são essas particularidades? Conheça algumas delas:
7.1 Busca de iniciativas e oportunidades
Um empreendedor está sempre atento às oportunidades que podem surgir. Ele sabe que os obstáculos que aparecem devem ser encarados e que isso é o que pode proporcionar grandes lucros no futuro.
7.2 Risco calculado
Todo empreendedor tem o perfil de avaliar os riscos antes de tomar uma decisão. Afinal de contas, não se pode colocar tudo a perder por um impulso. Isso não significa que nunca haverá perdas, mas sim que as alternativas são avaliadas a fim de que o risco compense.
7.3 Exigência de eficiência e qualidade
Mesmo que não sejam exatamente perfeccionistas, empreendedores buscam sempre a melhor maneira de executar algo, por exemplo, reduzir o tempo de entrega. Sua preocupação é entregar sempre o melhor com preço e prazo atrativos.
7.4 Persistência
Para ser empreendedor, é necessário ser persistente. Diante de qualquer obstáculo, verifique o que pode ser feito para resolver esse problema. Portanto, sempre busque alternativas.
7.5 Comprometimento
O empreendedor precisa estar comprometido com sua ideia, com seu negócio, com seus clientes etc. Ele deve sempre entregar o que anuncia, mesmo que isso requeira sacrifícios pessoais.
7.6 Busca de informações
Um negócio não pode ser criado ou conduzido com base em suposições. O empreendedor sempre deve se pautar em informações. Para isso, é importante que ele seja curioso e esteja sempre perguntando, seja para os clientes, seja para concorrentes e fornecedores.
7.7 Definição de metas
Para que algo seja feito, é preciso ter uma meta. Caminhar sem rumo não é uma característica dos empreendedores, já que eles são sempre guiados por seus objetivos. Essas metas também são como degraus, que oferecem mais um passo em direção ao sonho.
7.8 Planejamento sistemático
Para alcançar uma meta, o empreendedor deve saber qual caminho seguir. Isso é o planejamento, que especifica todas as etapas que precisam ser cumpridas. Também é preciso acompanhá-las e verificar se elas estão ocorrendo conforme o planejado. O orçamento também consta do planejamento, para que a ideia a ser colocada em prática não vá além do possível em termos de recursos financeiros.
7.9 Persuasão e networking
O empreendedor possui uma boa rede de contatos e tem o poder de convencimento a respeito da sua ideia. Ele age de forma transparente e isso passa confiança para os outros.
7.10 Independência e autoconfiança
Esses aspectos vão sendo conquistados com o alcance dos resultados positivos. Mas desde o começo é preciso ter autoconfiança, porque se o empreendedor não acreditar em sua ideia, ela com certeza não vai dar certo.
Neste post, você pôde entender muito bem qual a relação entre franquias e empreendedorismo e viu os passos que deve cumprir para chegar aonde quer. Também percebeu que as franquias são boas opções de investimento por terem produtos e serviços aceitos pelos consumidores e um suporte fundamental.
Para saber mais sobre o modelo de franquias e como você pode começar nesse negócio, assine a nossa newsletter e aproveite as informações para conquistar o seu sonho!

