Empreendedorismo feminino: entenda por que ele cresce tanto!

Já não é novidade que as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho brasileiro. Esse movimento tem seu marco na década de 1970 e se origina em um momento de grande crise econômica que corroeu o valor real do salário do trabalhador, comprometendo as finanças domésticas.

Elas saíram de casa e atualmente são as responsáveis por 39,8% dos domicílios brasileiros, segundo dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE. De 2004 a 2014, o número de mulheres chefes de seu lar cresceu 67%, chegando a 11,4 milhões.

E não é apenas no mercado formal de trabalho que elas ganham destaque. Crises financeiras, perda de emprego, senso de oportunidades, independência financeira e necessidade de conciliar a criação dos filhos com jornadas mais flexíveis de trabalho impulsionam cada vez mais mulheres a trilharem um novo caminho em suas carreiras: o do empreendedorismo. Em 2013, elas já eram 7,3 milhões de empreendedoras, representando 31,1% do total de trabalhadores que se mantinham por conta própria ou eram empregadoras, de acordo com o estudo Empreendedoras e trabalhadoras em micro e pequenas empresas do SEBRAE (2003–2013).

No artigo de hoje vamos mostrar como o empreendedorismo feminino vem se desenvolvendo, suas principais conquistas e os obstáculos que ainda persistem. Boa leitura!

Elas empreendem cada vez mais por conta própria

Em 2013 o número de mulheres ocupadas chegou a 41,1 milhões no Brasil. Desse total, 6,3 milhões estavam em seus próprios negócios, representando 31,6% dos ocupados por conta própria.

O interesse das mulheres pelo empreendedorismo vem crescendo gradativamente e em passos mais largos que os dos homens. Entre 2003 e 2013 o número de mulheres que trabalhavam por conta própria cresceu 1,4% ao ano, o dobro da taxa masculina nessa modalidade de ocupação no mesmo período — entre eles o crescimento foi de 0,8% ao ano.

O número de empreendedoras individuais saltou de pouco mais de 350 mil mulheres, em 2010, para mais de 2,1 milhões em 2014.

Elas também são empregadoras

Embora a maioria das mulheres que empreende ainda trabalhe sozinha — elas representam 86% das empreendedoras —, cada vez mais elas vêm aumentando seus pequenos negócios e gerando postos de trabalho.

Em 10 anos o número de empreendedoras que também são empregadoras cresceu em média 2,1% ao ano, e passou de 841 mil em 2003 para 1.046 em 2013.

Esse crescimento do empreendedorismo feminino se refletiu na maior participação delas como empregadoras também dentro das empresas. Nas microempresas o percentual de mulheres empregadoras saltou de 25,3% em 2003 para 29,2% em 2013. Nas demais empresas, o salto foi de 21,2% para 26,1% no mesmo período.

O aumento na participação feminina na geração de emprego se deve a dois motivos: a queda absoluta da participação masculina entre os empregadores de microempresas e o aumento substancial delas nessa posição. Nas demais empresas as mulheres empreendedoras alcançaram o surpreendente crescimento relativo de 72,8%, demonstrando sua força em todas as frentes de negócios.

Elas se destacam nos setores de comércio e serviço

A maioria das empreendedoras atua nos setores de comércio e serviço, onde estão 71,5% delas. É no setor de serviços que elas têm maior potencial de crescimento.

O número de empreendedoras individuais que apostaram suas fichas no comércio subiu de 13.707 em 2010 para 81.039 em 2014. No setor de serviços também houve um grande crescimento nesse mesmo período, saltando de 12.605 empreendedoras para 76.602.

É ainda em comércio e serviços que elas geram mais postos de trabalho: 85,8% das empregadoras atuam em serviços ou comércio. E 87,2% que estão em microempresas compõem esses dois setores.

O comércio varejista é o preferido delas: 33% das empreendedoras atuam nesse setor. Outras 20% estão no segmento de alimentação e 12% na indústria de transformação.

Elas estudam mais

A maior dedicação das mulheres ao estudo também é verificada entre as empreendedoras: 36,2% delas têm curso superior completo, contra 23,9% dos homens com a mesma escolaridade.

Entre as que são empreendedoras e empregadoras, 53,8% fizeram faculdade. Entre as ocupadas por conta própria, 34,2% completaram o ensino superior. No grupo masculino, esse percentual é de 41,7% e 21,3%, respectivamente.

Elas empreendem dos 18 aos 64 anos

A maioria das mulheres começa a empreender na segunda metade da vida adulta: 53,9% das empreendedoras têm entre 40 e 64 anos.

Mas muitas delas iniciam esse sonho ainda bem cedo. A faixa etária dos 18 aos 39 anos concentra 39,8% das mulheres que empreendem.

Elas aumentaram sua participação no mercado formal de trabalho

A participação de mulheres no mercado de trabalho cresceu 21,9% entre 2004 e 2014, chegando a 42,4 milhões de mulheres ocupadas, segundo a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais do IBGE.

Elas também melhoraram a qualidade de seus postos de trabalho e registraram um crescimento de 60% nas vagas formais. Ao mesmo tempo houve uma redução de 7,6% das que estavam ocupadas com trabalhos informais.

Elas ainda fazem mais tarefas domésticas

As mulheres têm alçado grandes voos em suas carreiras, tanto como empreendedoras quanto como trabalhadoras formais e informais. Mas elas ainda não conseguiram uma divisão mais igualitária dos afazeres domésticos e acumulam uma dupla jornada: 90,7% das mulheres ocupadas fazem tarefas domésticas, enquanto apenas 51,3% dos homens na mesma situação ajudam nos afazeres da casa.

Entre as mulheres que são empreendedoras e empregadoras, esse percentual é menor: 79% dedicam em média 15 horas semanais às tarefas domésticas. Já entre as empreendedoras ocupadas no próprio negócio, 92,2% delas também cuidam da casa e dedicam em média 17 horas semanais nessas tarefas.

Elas ainda enfrentam a diferença salarial entre mulheres e homens

Apesar de ampliar sua participação no mercado formal de trabalho, a diferença salarial ainda é um grande obstáculo para as mulheres. O rendimento médio delas no trabalho formal corresponde a 74% do salário dos homens.

Entre os empreendedores, a diferença salarial persiste. Mulheres que empreendem nos setores de comércio e serviços, onde mais se destacam, recebiam em 2013 um salário médio mensal de R$ 4.243,00, enquanto os homens recebiam, nesse mesmo setor, em média, R$ 6.316,00 mensais.

Elas têm que driblar a falta de vagas em creches

As mães empreendedoras têm em média 1,2 filhos. Segundo dados do Censo Escolar de 2016, as vagas em creches, tanto públicas quanto privadas, atendem a apenas 25,6% das crianças com até 3 anos em todo o Brasil, o que se torna um obstáculo a mais para as mulheres que desejam empreender.

Para muitas delas, uma forma de driblar a falta de creche é buscar o apoio de outras mulheres que estão na mesma situação, tentando conciliar da melhor forma o cuidado com os filhos e a gestão do próprio negócio. E é assim que surgem coletivos de mães empreendedoras como o Maternativa que permite que elas troquem experiências e façam transações de venda e compra de produtos e serviços entre elas.

Gostou do nosso post sobre empreendedorismo feminino? Leia também nosso guia para conhecer o perfil do empreendedor de sucesso!

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