Empreendedor, o que fazer antes de abrir seu negócio?

1. Introdução

Empreender é o desejo de muitos brasileiros. Afinal, essa atividade está associada a liberdade financeira e a melhores condições de vida, além da realização do objetivo concreto de criar produtos e serviços que solucionem os problemas enfrentados pela sociedade.

Até mesmo em momentos de crise como o que estamos vivendo, o brasileiro se mostra disposto a empreender. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no ano passado, o número de pessoas que desejam começar seu próprio negócio é o maior no país em 14 anos.

Ainda de acordo com a pesquisa, de cada dez brasileiros adultos, quatro estão criando — ou já criaram — sua empresa.

Mas o que é necessário para ter um negócio de sucesso? Este e-book vai esclarecer esse tema.

2. Estudo e busca de conhecimento

Vamos supor que você esteja pensando em abrir uma escola de idiomas. O conhecimento do que será lecionado é essencial, mas será que é o único aspecto que importa?

Por melhor que seja o nível de sabedoria de alguém sobre uma língua estrangeira, isso não é o bastante para que essa pessoa crie uma escola. É necessário dedicar um tempo ao estudo não às questões gramaticais, mas sim às empresariais.

De acordo com o IBGE (2014), de cada dez empresas brasileiras, seis fecham as portas em menos de dez anos.

Isso pode ocorrer devido ao desconhecimento do(a) empresário(a) sobre temas como contabilidade, administração, gestão de recursos, atendimento ao público etc.

Você pode estar pensando: “então, para empreender é preciso voltar à universidade?”. A resposta é não. O conhecimento sobre esses temas pode ser adquirido em blogs especializados, revistas sobre negócios, palestras e cursos. Aliás, a internet oferece uma infinidade de possibilidades de estudar sobre empreendedorismo. Entretanto, as fontes dessas informações devem ser muito bem escolhidas, para fazer com que seu tempo de estudo seja produtivo.

O aumento da demanda por empreender também criou escolas especializadas em oferecer cursos de curta duração sobre o tema, o que é uma ótima possibilidade para se preparar antes de abrir um negócio.

É importante frisar a importância do conhecimento empresarial na hora de empreender, porque criar uma empresa equivale a fazer um investimento. As chances de um investidor ter sucesso apostando em ações na bolsa de valores é equivalente ao quanto ele sabe sobre a empresa. 

Empreender não tem a ver com sorte, assim como o sucesso não é fruto do acaso, e sim resultado de boas decisões.

3. Avaliação da ideia e pesquisa de mercado

Como mencionado no capítulo anterior, conhecimento é fundamental. Uma fonte de informação importantíssima, que pode garantir o sucesso de sua empresa, é o próprio mercado.

A pesquisa mercadológica vai moldar sua ideia inicial, transformando-a em uma empresa lucrativa.

3.1 Pesquisa de mercado: objetivo

O principal objetivo da pesquisa mercadológica é descobrir se existe chance de sua empresa garantir uma fatia de mercado no segmento em que deseja atuar.

Esse estudo é relevante, pois garante ao empresário segurança diante do investimento realizado. Se a pesquisa de mercado apontou que no bairro X não há mais como uma escola de idiomas dar certo, devido à falta de interesse dos moradores, o empreendedor evitará prejuízos investindo nesse bairro.

Além disso, a pesquisa de mercado mostra como o cliente entende sua empresa, auxiliando em diversas decisões, como marketing, publicidade, descrição dos produtos e estrutura física.

3.2 Pesquisa de mercado: como fazer

3.2.1 Análise de concorrência

Existem diversos estudos que podem ajudar a validar a ideia de um negócio. Um deles é a análise de concorrência.

O empreendedor deve elencar seus concorrentes para saber como está esse segmento de mercado. Um empresário que deseja abrir um restaurante italiano pode se surpreender ao descobrir que seus concorrentes estão fechando as portas. Isso pode significar que o consumidor não está interessado em comida italiana.

Por outro lado, esse estudo pode mostrar possibilidades de negócio. Por exemplo: ao analisar seus concorrentes, o empresário percebeu que um deles estava tendo sucesso. Entretanto, mesmo assim ele decidiu fechar seu restaurante, pois percebeu que, apesar de as pessoas gostarem de comida italiana, elas não queriam comer fora de casa.

Nesse caso, a análise de concorrência revelou que a entrega em domicílio era uma tendência.

Para fazer uma análise de concorrência eficaz, o empresário deve selecionar as empresas que, de fato, disputam o mesmo nicho mercadológico e avaliar itens como:

  • tempo de existência;
  • público-alvo;
  • modo de trabalho;
  • preços praticados;
  • qualidade do serviço ou produto oferecido;
  • vantagens que sua empresa tem em relação aos concorrentes;
  • vantagens que a concorrência tem em relação à sua empresa.

3.2.2 Análise SWOT

A sigla, em inglês, pode ser traduzida para: Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Nesse estudo, o empresário vai analisar sua ideia de negócio, assim como o mercado no qual ela está inserida.

Forças: está relacionada aos aspectos positivos da sua ideia de negócio, às vantagens que ela possui em relação aos empreendimentos que já estão atuando no mercado. Por exemplo: “minha ideia de negócio utiliza uma tecnologia inovadora". É uma análise interna.

Fraquezas: são questões que foram identificadas e que depõem contra sua ideia de negócio. Também é uma análise interna. Podemos citar como exemplo: “a mão de obra da minha empresa não tem a mesma experiência que a dos meus concorrentes”. É muito relevante conhecer as fraquezas, pois assim é possível corrigi-las, de modo que não prejudiquem o desenvolvimento do negócio.

Oportunidades: seu resultado vem de uma análise externa. Revela questões mercadológicas que podem ajudar a empresa a obter sucesso. Por exemplo: a principal concorrente resolveu reinventar seu negócio, deixando de atuar no mesmo segmento, de modo que sua futura empresa poderá ter uma penetração maior.

Ameaças: também é concluída analisando o mercado. Ao contrário das oportunidades, as ameaças sinalizam mudanças que podem trazer prejuízos ao empreendedor. Exemplo: um aumento de impostos nesse segmento, que vai tornar o produto mais caro e menos atrativo ao cliente.

3.2.3 Análise de público-alvo

Muitas vezes, o empreendedor tem uma visão distorcida sobre sua empresa. Afinal, para ele não restam dúvidas sobre o que ela oferece. No entanto, o cliente pode pensar diferente, e é a opinião dele que mais importa.

Existem muitas maneiras de realizar uma pesquisa de público-alvo, desde questionários online até grupos de discussão, em que os participantes debatem sobre a empresa sem serem induzidos. Desse modo, é possível ter uma visão clara sobre o que eles pensam.

Os resultados dessa análise podem ajudar o empreendedor a tomar várias decisões, entre elas:

  • o preço que será praticado;
  • a marca da empresa;
  • a forma com que o cliente entrará em contato com a empresa;
  • a localização.

O mais importante sobre esse tema é que o empreendedor não induza o participante da pesquisa a responder aquilo que ele desejaria ouvir. Essa é uma grande oportunidade para ter acesso à imagem que sua empresa transmite e corrigir erros de percurso.

Se o empresário não se sentir à vontade, ele deve contratar uma empresa terceirizada para realizar essa pesquisa, pois ela é extremamente útil.

4. Planejamento de estratégias e objetivos

Após colher todas essas informações, o empreendedor precisa de um plano de negócio. Uma empresa não se constrói sozinha, é necessário planejar cada passo. Por isso, desenvolver um plano de negócio é essencial. Ele está para sua empresa como uma bússola está para o viajante.

Os diversos estudos mencionados no capítulo anterior vão modificar alguns aspectos iniciais da sua ideia de negócio. Agora, com uma nova visão de sua futura empresa, o empreendedor definirá alguns aspectos, como:

4.1 Resumo executivo

Traz um resumo do plano de negócio, assim como informações sobre os sócios (experiência, formação etc.), além de:

  • missão da empresa;
  • valores da empresa;
  • setor de atividade;
  • forma jurídica;
  • Capital Social;
  • enquadramento tributário;
  • fonte de recursos.

Além disso, lembre-se de que essa é a primeira parte do plano, por isso traga ao leitor um panorama da sua empresa, contextualizando-o sobre os principais produtos, a expectativa de faturamento mensal, os investimentos realizados — e em quanto tempo se espera obter o retorno desse investimento —, onde está localizada a sede da empresa, quem serão os clientes etc.

4.2 Análise de mercado

Nessa parte do plano de negócio, se expõem dados que confirmam a viabilidade econômica da empresa. O empreendedor vai mostrar que conhece seu público-alvo, que sabe o quanto ele está disposto a pagar pelo produto (ou serviço) que será oferecido, que há demanda por esse produto, e que, mesmo que existam empresas concorrentes já estabelecidas, a possibilidade de obter uma fatia de mercado justifica o investimento.

4.3 Planejamento de marketing

Nesse capítulo, o empreendedor vai falar sobre quais produtos serão vendidos e os preços que serão praticados.

Detalhes como embalagens, tamanhos dos produtos e quantidade que será produzida são importantes. Se possível, anexe fotos no plano de negócio.

É essencial deixar claro que todas as regulamentações estão sendo seguidas — por exemplo a da vigilância sanitária, se for o caso.

Após a análise de público-alvo, o empreendedor conhece melhor seu cliente. Por isso, também nesse capítulo, ele deverá mencionar quais serão as estratégias para promoção do negócio.

Além de justificar a decisão, ele deverá mencionar os custos da ação, afinal se trata de um novo investimento na empresa.

Aspectos como a localização do negócio e o modo de entrega do produto também podem ser justificados nessa parte do plano de negócio.

4.4 Plano operacional

Esse capítulo do plano de negócio vai detalhar o funcionamento da sua empresa, definindo como serão distribuídas as funções, objetivando a produtividade e a qualidade dos processos envolvidos.

O arranjo físico também é descrito no plano operacional. Ele mostra como as salas, móveis e/ou equipamentos estão distribuídos na sede da empresa, e por que essa foi a melhor distribuição possível.

Por exemplo: não faz sentido em um restaurante que a cozinha fique muito longe das mesas dos clientes, afinal a comida chegará fria. Isso deve ser especificado no plano operacional.

A descrição dos processos internos é muito importante, e deve ser mencionada. Em uma escola de idiomas, por exemplo, temos muitos processos, como o de contratação de colaboradores, o de captação de alunos etc.

Quais são os processos internos da sua empresa, e quem é responsável por cada um deles?

5. Cálculo de gastos

5.1 Planejamento financeiro

Nesse capítulo do plano, o empreendedor revelará qual será o valor do investimento realizado. O investimento total é formado por capital de giro, investimentos fixos e investimentos pré-operacionais.

Com relação aos investimentos fixos, podem ser mencionados móveis e equipamentos, afinal, serão adquiridos apenas uma vez.

O capital de giro é o valor necessário para fazer com que a empresa funcione. Por exemplo: o seu estoque, o custo com embalagens, colaboradores etc.

Ainda sobre o capital de giro, é importante que o negócio tenha um “caixa mínimo”, que é um valor suficiente para a empresa trabalhar até que obtenha receita. 

Para calcular o valor do caixa mínimo, o empreendedor deve ter uma noção do quanto ganha em suas vendas e de quando receberá esse valor. Além disso, deve monitorar o valor e datas das compras que realiza com seus fornecedores.

Sobre o estoque: calcule a necessidade, em dias, de ter os produtos estocados. Assim o empresário evita prejuízos com o custo para manter os produtos guardados por longos períodos.

Sobre os investimentos pré-operacionais: são os gastos realizados antes da empresa começar a operar, como reformas, por exemplo.

Depois de conhecer de todos esses valores — fixos, capital de giro e pré-operacionais — o empreendedor sabe o valor do investimento total que terá que fazer para que sua empresa comece a realizar suas atividades.

6. Conclusão

Empreender demanda esforço, mas hoje em dia a informação está mais acessível do que nunca. Por isso, o empreendedor não deve temer essa atividade tão gratificante.

Quando analisamos os resultados ruins que os empresários brasileiros podem ter, percebemos que isso normalmente ocorre por falta de planejamento.

Ter um plano de negócio é fundamental, assim como conhecer seu público-alvo e saber o que é o capital de giro.

Buscando informação, o empreendedor pode descobrir qual o melhor modo para realizar seu sonho de ter uma empresa.

7. Sobre a Washington do Brasil

Você já conhece a Academia Washington Franchising? Essa é uma franqueadora de escola de idiomas com mais de 50 anos de experiência e detentora de uma metodologia de ensino única, com foco em conversação, cultura e conteúdo. Alunos da rede Academia de Inglês Washington aprendem muito mais em menos tempo e são estimulados a pensarem em inglês, além de falarem em inglês durante o tempo todo! As aulas são dinâmicas e motivadoras.

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